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Admirável imprensa brasileira

A imprensa brasileira apresenta três funções claramente definidas:

  1. desinformar;
  2. fazer rir e
  3. fazer chorar.

Para isso, ela utiliza-se de artifícios nada éticos, mas como ninguém liga, acabam passando em branco.

Por exemplo, alguns jornalistas que adoram falar sobre o que não entendem:

“Lembrando que essa velocidade está em metros por segundo, então temos que fazer uma conta complicada para sabermos a velocidade em quilômetros por hora. Temos que multiplicar por 60 segundos, depois 60 minutos e então dividir por 1000.”

Galvão Bueno, você não está errado nos calculos, mas qualquer aluno de ensino médio irá te dizer: “Multiplica por 3,6, cacete!”

Na programação local, temos outro gênio do jornalismo televisivo:

“Hoje em dia se fala até em dengue tipo 4, eu não sei o que é, mas coisa boa não deve ser.”

Caro Valther Ostermann, faça questão de se informar antes de comentar. Se você não sabe o que é, não toque no assunto; simples assim.

Alguns vão além na ignorância. Nesse artigo, Julio Severo critica o apoio que a Rede Globo dá aos projetos anti-homofobia. O destaque fica para:

“Em nome da ideologia antipreconceito, governo Lula e mídia liberal se aliam numa guerra santa contra os cristãos e seus valores.”

Julio, tire-me essa dúvida. Não foram vocês senhores cristãos quem inventou esse papo de amor ao próximo? Cade o seu amor ao próximo? Quem é gay não é gente?

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Ouça aos mais velhos

Até pouco tempo atrás, eu era daqueles que não ouvem o que os mais velhos dizem. Não escutava a idosos desconhecidos e, pasmem, nem em meus avós eu prestava muita atenção. Felizmente, recentemente isso mudou. Comecei a reparar mais nas coisas que poderia aprender escutando a eles.

De fato eles detêm uma sabedoria muito maior que a nossa, e só de ouvi-los, aprendi muitas coisas novas. Destaco as que achei mais importantes:

  • Homem com cabelo comprido é viado;
  • Homem com brinco é viado;
  • Homem que veste rosa é viado;
  • Allan Kardec era um cara legal e eu devia ser espírita;
  • Não, não. Eu devia ser católico e fazer a primeira comunhão.
  • Rock é coisa do capeta;
  • Mulher tem é que ficar em casa cuidando dela, dos filhos e do marido e
  • No tempo de Getúlio Vargas/Ditadura militar que era bom, as pessoas respeitavam o presidente.

Eu fiquei impressionado com tanta sabedoria. Um mundo completamente novo surgiu na minha frente. Dou muito mais importância ao que eles dizem agora.

A idéia desse artigo surgiu durante uma conversa coa Wayra sobre os bons tempos com a MTV, quando tocava Heavy Metal eu dizia que cabelo comprido era coisa de menininha, por influência de adivinhe quem.

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Festa de Outubro

Com esse post, inicio a categoria de rants. Rant é um termo em inglês que significa reclamar sobre alguma coisa, geralmente utilizando-se de bastante sarcasmo, o que normalmente torna o texto um tanto divertido.

“Esta é a história fictícia (logo, nos velhos tempos ela seria chamada de estória) de uma cidade na Alemanha povoada principalmente por brasileiros. Uma vez por ano, em outubro para ser mais específico, eles se reunem e fazem uma festa. Embora essa festa já estivesse planejada há algum tempo, ela só passou a ocorrer depois que uma grande nevasca quase destruiu a cidade.

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