A imprensa brasileira apresenta três funções claramente definidas:
- desinformar;
- fazer rir e
- fazer chorar.
Para isso, ela utiliza-se de artifícios nada éticos, mas como ninguém liga, acabam passando em branco.
Por exemplo, alguns jornalistas que adoram falar sobre o que não entendem:
“Lembrando que essa velocidade está em metros por segundo, então temos que fazer uma conta complicada para sabermos a velocidade em quilômetros por hora. Temos que multiplicar por 60 segundos, depois 60 minutos e então dividir por 1000.”
Galvão Bueno, você não está errado nos calculos, mas qualquer aluno de ensino médio irá te dizer: “Multiplica por 3,6, cacete!”
Na programação local, temos outro gênio do jornalismo televisivo:
“Hoje em dia se fala até em dengue tipo 4, eu não sei o que é, mas coisa boa não deve ser.”
Caro Valther Ostermann, faça questão de se informar antes de comentar. Se você não sabe o que é, não toque no assunto; simples assim.
Alguns vão além na ignorância. Nesse artigo, Julio Severo critica o apoio que a Rede Globo dá aos projetos anti-homofobia. O destaque fica para:
“Em nome da ideologia antipreconceito, governo Lula e mídia liberal se aliam numa guerra santa contra os cristãos e seus valores.”
Julio, tire-me essa dúvida. Não foram vocês senhores cristãos quem inventou esse papo de amor ao próximo? Cade o seu amor ao próximo? Quem é gay não é gente?