Para que complicar?

A minha teoria de porque os alunos vão mal na escola é simples, e em muitos casos, verdadeira. A vida de estudante seria muito mais simples se eles entendessem, por exemplo, que pH + pOH = 14 e pronto. Não há porque complicar.

Entretanto, existe essa incansável busca por dificuldade, o que torna o aprendizado muito mais difícil. Podemos perceber como isso ocorre em dois exemplos simples:

  1. Aula de gramática, alguém pergunta a escrita correta de “perdôo”. Um aluno diz que agora não há mais a acentuação, e a professora corrige dizendo que ainda não entrou em vigor a nova ortografia.

    Outro alguém logo reclama: “Mas aí vai confundir. Sem o acento fica parecendo que tem som de u, como no inglês”. Se com duas línguas já se embananam, imagine com três.

  2. Aula de inglês, revisão sobre condicionais. Existem no inglês três condicionais e mais um caso especial, que não é bem uma condicional, e por isso é chamado de condicional zero.

    O professor coloca uma frase no quadro, descrevendo uma situação e pede para alguém descrever essa mesma situação usando if. Ele até ajuda, diz que deve ser usado o segundo condicional. Não é que alguém tem coragem de perguntar “É o segundo segundo ou o segundo que é o primeiro?”.

Se é o segundo, é o segundo, oras. Não é o primeiro, não é o zero e muito menos o terceiro. Fuck! E depois reclamam que eu sou estressado.

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